segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Metanfetamina

Para os mais íntimos, sou a MET. Cristal, speed e ice são outros apelidos. Você pode me ingerir, inalar, aspirar e injetar. Sou versátil. Sou a sua coragem e a euforia. Dopamina, seratonina. Posso matar a sua fome, o seu sono, a sua vergonha. Posso ser fabricada em sua própria casa e proporciono um prazer irresistível, diferente de todos que já experimentou, sou mais potente, eficiente e inconsciente.

Não me vendo por um preço elevado, sou de fácil acesso e fácil vício. Efeito prolongado. Gosto de te dominar, te ferir e fazer você sorrir. Em pouco tempo já não consegue viver sem mim. Não sairei da sua cabeça, todos os dias me desejará.

Estou em seu corpo, te consumindo, viciando e te levando para a autodestruição. Mas você não se vê. É um morto-vivo, sem dentes, olhos caídos, feridos, feridas, sem cérebro, sem pulmão, infectado. METirrigado.















































As metanfetaminas são substâncias relacionadas quimicamente com as anfetaminas e são um potente estimulante que afeta dramaticamente o sistema nervoso central. A droga é facilmente sintetizada em laboratórios clandestinos, sendo – conjuntamente com o ecstasy – uma das mais populares drogas sintéticas.

Uma de suas principais características, bastante comentadas pelos usuários, é a longa duração de seus efeitos. Uma única dose de metanfetamina pode levar o consumidor a ficar em estado de alerta e intensa agitação por 48 ou 72 horas seguidas. O que a faz ser conhecida – injustamente - como a droga dos internautas. Essa fama vêm, aparentemente, de casos isolados, mas com grande repercussão, de jovens que chegavam a jogar videogames em rede (Lan Houses) até 48 horas seguidas, em países orientais, com resultados inclusive fatais. Na nossa avaliação estes fatos estão mais relacionados a popularidade, nesses países, tanto das metanfetaminas como das Lan Houses, não havendo nenhuma condição particular das atividades dos jogadores com a facilitação do consumo da droga.

Os efeitos das metanfetaminas no cérebro estão relacionados com o aumento abrupto da produção da dopamina, neurotransmissor importante no delicado mecanismo de recompensa cerebral.

Milhões de anos de evolução e seleção naturas proveram nosso cérebro de uma complexa teia neurológica de recompensas para situações que favoráveis a nossa existência. Esse mecanismo regula nosso humor, emoções, excitações, estados de euforia e satisfação. A ingestão regular de euforizantes químicos, notadamente a cocaína e anfetamínicos tais como ecstasy e metanfetaminas enviam um sinal falso para o cérebro de que o consumo desta droga e as situações envolvidas são imensamente benéficas em detrimento daquelas realmente importantes para nossa evolução.

Os efeitos neuroquímicos destes estimulantes no cérebro são confundidos com os mecanismos de recompensa para situações desejadas. Um perigoso atalho que dispensa as situações normalmente requeridas para o disparo desse mecanismo, como sexo, realizações profissionais, amor, companhia de amigos e familiares, inter-relação pessoal, etc.. O resultado neuroquímico mais evidente em usuários é justamente o desequilíbrio deste delicado mecanismo, o que acaba por afastar o usuário das atividades normalmente prazerosas levando-o a buscar a recompensa química nos estimulantes.

É bastante normal usuários deixarem, gradativamente, de se sentirem confortáveis e estimulados para atividades cotidianas. Ao mesmo tempo podem experimentar um euforia quando deparados com assuntos, fatos ou lembranças de episódios de consumo da droga. Isso ocorre por que, quimicamente, seu cérebro passa a buscar mais os estímulos mais fortes e as situações nas quais ele foi “recompensado” em depreciação as situações onde ele normalmente deveria sentir este estímulo.

sábado, 20 de setembro de 2008

Sexo Drogas e Rock n Roll














Sexo drogas e rock n roll vêem acompanhados de uma carga negativa imensa, é algo pejorativo e nada digno. Não pertence a Deus e não pode estar contido na sociedade. Mas está. E não faz mal algum para quem sabe usá-los, pelo contrário, em quantidades certas faz muito bem à vida, ao espírito. É possível curtir o Sexo e não ser uma puta, escutar o Rock e não ser um malandro, usar as Drogas e não ser viciado, e ser responsável.

O que faz mal não é a trilogia e sim o Excesso. Tudo em excesso é prejudicial. Só porque existem viciados, as drogas têm que ser ilegais? Porque a comida não, já que a obesidade é o maior problema de saúde da atualidade e atinge indivíduos de todas as classes sociais?

Falta de respeito, preconceito, hipocrisia e corrupção é que deveriam ser condenados. Todos deveriam ter pudor deles e não do Sexo. “Informação sobre o sexo protege o sexo”. Porque tanto caos e vergonha ao pronunciar (ou sussurrar) essas quatro letras? Sexo é bom (excelente!) e necessário. É instintivo e responsável pela diversidade e proliferação da vida e pelo prazer (recomendo).

O Rock, menino revoltado e cheio de raiva, porém não é irresponsável. Visual agressivo (ta, algumas vezes assustador), boca suja e uma mente incrível. Ele é o espelho da sociedade e mais, não só mostra para as pessoas quem elas são como também o que fazem e as conseqüências terríveis de seus atos, por isso, é rejeitado. As pessoas provaram delas mesmas e não gostaram. Colocaram a culpa no roque. Pronto, resolvido o problema. Ele é o culpado por sua filha fumar, pelo seu filho ser homossexual, por seu neto ser drogado, por sua sobrinha ter AIDS.

Uma vez no rock, para sempre.
Uma vez no sexo, toda hora.
Uma vez nas drogas, ...

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

O Gosto do Azedo

Para o sangue, sou o veneno
Eu mato, eu como, eu dreno






















Eu sou o livre-arbítrio
Sem causa, com efeito
























Sou a dor da tortura
Uma nova ditadura
Terminal da loucura