Ela estava cansada da rotina, estudos-estágio-estudos-bar, dos mesmo botecos de sempre e dos mesmos ambientes. Ela queria uma noite de loucuras, músicas, danças, e queria fazer sem censuras. E conseguiu.
O bar foi o mesmo, mas as pessoas não. Conversas diferentes, novas risadas, novo ritmo. Mais uma rodada, duas, três, vinte reais em cerveja para cada um que estava se perdendo na mesa. Meia noite, hora de partir para a diversão e nada melhor que adocicar o seu estado antes de entrar na boate. Dessa vez não era a Mary in Hell, não era rock n roll, disco e nem pop. Era elétrica. E eletrizada ela ficou.
Hora dos destilados, mas sempre regados de Devassa. As luzes tremiam, tudo tremia, turbulência total! As pessoas começaram a pseudo-multiplicar e as cores estavam cada vez mais vivas. O rosa e o azul abandonavam as gigantes lâmpadas e como uma fita, flutuavam e iluminavam o ambiente.
Ela entrava em sintonia com a música e dançava livremente. Era girava, jogava o cabelo, rodava. A sensibilidade aumentava, as vozes se distorciam e o tempo não existia. Uma tragada foi o suficiente para enlevar e exalar o efeito adocicado. Os ouvidos se fecharam de repente e novamente ela estava em um plano mais diferente que os demais. Ela transava de roupa.
Realidade alterada.
A cada degrau as escadas se contorciam e a cada subida/descida um novo mundo surgia. A consciência já não existia. Agora, estava no estado mental de natureza, primário, sem influências.
Até a Alice apareceu, mas sumiu no buraco.
E ela no sofá preto.
domingo, 19 de julho de 2009
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Boring

É como se você já tivesse feito tudo que queria fazer, experimentado de tudo e de todos, freqüentado o céu e o inferno, e agora nada mais te excita, nada realmente te emociona, enlouquece. As amizades continuam as mesmas, os velhos e bons amigos, os novos e os que entram e saem sem deixar resquícios.
O sexo já não é novidade, as mulheres já não são uma descoberta, as drogas não são tão loucas assim, o strip é plausível e o mastro é comum. As orgias são normais e as balas de motel já perderam o sabor. A ideologia foi vencida, as decepções já aconteceram, a cara já foi quebrada várias vezes e o amor chegou, passou, voltou.
Parece que tudo já foi vivido e conquistado, mas ainda há uma longa vida pela frente. Enquanto seus amigos estão começando, você se mantém fazendo o que já fez, talvez por comodismo, ou por tédio/nostalgia. Nada mais tem a mesma graça de antes. As proibições “acabaram”, juntamente com o gostinho de quebrar as regras, recheado com adrenalina.
NOTHING THRILLS US ANYMORE
NOTHING KILLS US ANYMORE
BORING.
1.8 para alguns, começando
1.8 para outros, terminando.
Saturday Night
We look alright
We're going out
Boring.
Paris, France
Londontown
NYC
Boring.
Nothing thrills us
Anymore
No one kills us
Anymore
Life is such a chore
When it'sÂ….
Boring
Sexy boy
Girl on girl
Manage trois
Boring.
Marijuana
Cocaine
Heroin
Boring.
Nothing thrills us
Anymore
No one kills us
Anymore
Life is such a chore
When it'sÂ….
Boring
Galliano
Donatella
Dolce & Gabbana
Boring.
Caviar
Escargot
Dom Perignon
Boring.
Love of my life
Bear your child
Everything I've ever wanted
Boring.
Nothing thrills us
Anymore
No one kills us
Anymore
Life is such a chore
When it'sÂ….
Boring
(when it's boring)
Nothing thrills us
Anymore
No one kills us
Anymore
Life is such a chore
When it'sÂ….
Boring
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