
Naquele dia tudo se misturou: o presente, o passado, o futuro e o imprevisível, para não dizer, impossível. Seria uma noite convencional, devido às pessoas enquadradas. A aniversariante já havia expandindo seus horizontes, mas as convidadas não.
Dose dupla de Vodka é sempre dose dupla de loucura. É Maria e é Joana.
Ainda com os olhos tímidos, ela se surpreendia com as pessoas que chegavam. Com a boca aberta coloca o papo em dia, capturava as imagens, por mania e por segurança. Diga-se lembrança. Mais algumas cervejas e agora só com as três no Rock Bar. Jack já estava um pouco vazio, no entanto o show continuava. Acompanhando a melodia, os braços se cruzavam e os lábios se aproximavam. Alguns se chocavam.
Naquele ambiente vermelho, enfumaçado, as vodkas eram diluídas e dessa vez era hora da Joana se queimar. Joana, vodka, elas, anexo, elas, anexo, e por fim, elas.
Ao pestanejaram, viram um bigode ao acaso acompanhar a terceira. Nesse momento, Blackout!
Após o blackout, faltava o Papa para finalizar a noite. Com o predomínio do ID, elas não hesitavam em se satisfazer, ainda que em público, ainda que sem música.
E o bigode ainda ganhou brincos e meias 7/8 rasgadas.
66 minutos depois, era hora de aprimorar a percepção, psicologia e forma. Eu alucinava nas páginas coloridas.