quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Esboço
Existem pessoas que nascem para viver e não apenas para existir, talvez por isso ela nunca tenha uma vida normal ou seja uma pessoa igual. Em seu calendário, todos os dias são diferentes e guardam o inusitado. São repletos de surpresas e emoção. E o acaso é o ingrediente especial.
Dentro dela, algumas máscaras, que ora se misturam, ora predominam. As oposições se combinam e combinam-se. Do Trash ao Glamour, do Punk ao Clássico, da Porra Louca à Estudiosa, da Ativista à Biscate. Tantas eram as são faces e todas sustentadas por um único genótipo com diferentes fenótipos.
Superficialmente ela era livre, tinha consciência, embora a esquecesse vez ou outra. No fundo, buscava diversão, conhecimento e respeito. Com os copos cheios e o sangue adulterado, discutia Aldous Huxley e Doris Lessing, dançava Madonna e Marilyn Manson, ouvia Bethoveen e The Clash. Discutia sobre política, ainda que não gostasse.
Prestativa, Ativa, Nostálgica, Romântica, Nervosa.
Sabia cumprir o seu papel na sociedade, na família, nas faculdades, no estágio e por isso achava-se no direito de ser livre, realizar todos os seus desejos, apagar as leis e a convenção. Adorava uma contravenção. Tinha uma mente muito aberta, talvez evoluída, mas às vezes esquecia-se dos seus limites e traía-se. E esse era o seu pior pesadelo. Não se trair era sua única regra, consciência e virtude.
Há sempre muita adrenalina correndo em seu sangue, talvez seja isso que a mantém viva, que a mantém ela. Talvez a adrenalina fosse a sua droga...
Dentro dela, algumas máscaras, que ora se misturam, ora predominam. As oposições se combinam e combinam-se. Do Trash ao Glamour, do Punk ao Clássico, da Porra Louca à Estudiosa, da Ativista à Biscate. Tantas eram as são faces e todas sustentadas por um único genótipo com diferentes fenótipos.
Superficialmente ela era livre, tinha consciência, embora a esquecesse vez ou outra. No fundo, buscava diversão, conhecimento e respeito. Com os copos cheios e o sangue adulterado, discutia Aldous Huxley e Doris Lessing, dançava Madonna e Marilyn Manson, ouvia Bethoveen e The Clash. Discutia sobre política, ainda que não gostasse.
Prestativa, Ativa, Nostálgica, Romântica, Nervosa.
Sabia cumprir o seu papel na sociedade, na família, nas faculdades, no estágio e por isso achava-se no direito de ser livre, realizar todos os seus desejos, apagar as leis e a convenção. Adorava uma contravenção. Tinha uma mente muito aberta, talvez evoluída, mas às vezes esquecia-se dos seus limites e traía-se. E esse era o seu pior pesadelo. Não se trair era sua única regra, consciência e virtude.
Há sempre muita adrenalina correndo em seu sangue, talvez seja isso que a mantém viva, que a mantém ela. Talvez a adrenalina fosse a sua droga...
domingo, 19 de julho de 2009
FUCK-OFF NIGHT
Ela estava cansada da rotina, estudos-estágio-estudos-bar, dos mesmo botecos de sempre e dos mesmos ambientes. Ela queria uma noite de loucuras, músicas, danças, e queria fazer sem censuras. E conseguiu.
O bar foi o mesmo, mas as pessoas não. Conversas diferentes, novas risadas, novo ritmo. Mais uma rodada, duas, três, vinte reais em cerveja para cada um que estava se perdendo na mesa. Meia noite, hora de partir para a diversão e nada melhor que adocicar o seu estado antes de entrar na boate. Dessa vez não era a Mary in Hell, não era rock n roll, disco e nem pop. Era elétrica. E eletrizada ela ficou.
Hora dos destilados, mas sempre regados de Devassa. As luzes tremiam, tudo tremia, turbulência total! As pessoas começaram a pseudo-multiplicar e as cores estavam cada vez mais vivas. O rosa e o azul abandonavam as gigantes lâmpadas e como uma fita, flutuavam e iluminavam o ambiente.
Ela entrava em sintonia com a música e dançava livremente. Era girava, jogava o cabelo, rodava. A sensibilidade aumentava, as vozes se distorciam e o tempo não existia. Uma tragada foi o suficiente para enlevar e exalar o efeito adocicado. Os ouvidos se fecharam de repente e novamente ela estava em um plano mais diferente que os demais. Ela transava de roupa.
Realidade alterada.
A cada degrau as escadas se contorciam e a cada subida/descida um novo mundo surgia. A consciência já não existia. Agora, estava no estado mental de natureza, primário, sem influências.
Até a Alice apareceu, mas sumiu no buraco.
E ela no sofá preto.
O bar foi o mesmo, mas as pessoas não. Conversas diferentes, novas risadas, novo ritmo. Mais uma rodada, duas, três, vinte reais em cerveja para cada um que estava se perdendo na mesa. Meia noite, hora de partir para a diversão e nada melhor que adocicar o seu estado antes de entrar na boate. Dessa vez não era a Mary in Hell, não era rock n roll, disco e nem pop. Era elétrica. E eletrizada ela ficou.
Hora dos destilados, mas sempre regados de Devassa. As luzes tremiam, tudo tremia, turbulência total! As pessoas começaram a pseudo-multiplicar e as cores estavam cada vez mais vivas. O rosa e o azul abandonavam as gigantes lâmpadas e como uma fita, flutuavam e iluminavam o ambiente.
Ela entrava em sintonia com a música e dançava livremente. Era girava, jogava o cabelo, rodava. A sensibilidade aumentava, as vozes se distorciam e o tempo não existia. Uma tragada foi o suficiente para enlevar e exalar o efeito adocicado. Os ouvidos se fecharam de repente e novamente ela estava em um plano mais diferente que os demais. Ela transava de roupa.
Realidade alterada.
A cada degrau as escadas se contorciam e a cada subida/descida um novo mundo surgia. A consciência já não existia. Agora, estava no estado mental de natureza, primário, sem influências.
Até a Alice apareceu, mas sumiu no buraco.
E ela no sofá preto.
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Boring

É como se você já tivesse feito tudo que queria fazer, experimentado de tudo e de todos, freqüentado o céu e o inferno, e agora nada mais te excita, nada realmente te emociona, enlouquece. As amizades continuam as mesmas, os velhos e bons amigos, os novos e os que entram e saem sem deixar resquícios.
O sexo já não é novidade, as mulheres já não são uma descoberta, as drogas não são tão loucas assim, o strip é plausível e o mastro é comum. As orgias são normais e as balas de motel já perderam o sabor. A ideologia foi vencida, as decepções já aconteceram, a cara já foi quebrada várias vezes e o amor chegou, passou, voltou.
Parece que tudo já foi vivido e conquistado, mas ainda há uma longa vida pela frente. Enquanto seus amigos estão começando, você se mantém fazendo o que já fez, talvez por comodismo, ou por tédio/nostalgia. Nada mais tem a mesma graça de antes. As proibições “acabaram”, juntamente com o gostinho de quebrar as regras, recheado com adrenalina.
NOTHING THRILLS US ANYMORE
NOTHING KILLS US ANYMORE
BORING.
1.8 para alguns, começando
1.8 para outros, terminando.
Saturday Night
We look alright
We're going out
Boring.
Paris, France
Londontown
NYC
Boring.
Nothing thrills us
Anymore
No one kills us
Anymore
Life is such a chore
When it'sÂ….
Boring
Sexy boy
Girl on girl
Manage trois
Boring.
Marijuana
Cocaine
Heroin
Boring.
Nothing thrills us
Anymore
No one kills us
Anymore
Life is such a chore
When it'sÂ….
Boring
Galliano
Donatella
Dolce & Gabbana
Boring.
Caviar
Escargot
Dom Perignon
Boring.
Love of my life
Bear your child
Everything I've ever wanted
Boring.
Nothing thrills us
Anymore
No one kills us
Anymore
Life is such a chore
When it'sÂ….
Boring
(when it's boring)
Nothing thrills us
Anymore
No one kills us
Anymore
Life is such a chore
When it'sÂ….
Boring
domingo, 14 de junho de 2009
E me esqueci
Eu provei da liberdade e me esqueci dos limites
Eu provei da confiança e me esqueci da verdade
Eu provei ser gente grande e me esqueci da responsabilidade
Eu provei da droga e me esqueci de sobreviver
Eu provei do sonho e me esqueci de acordar
Eu provei da vida e me esqueci de ser
Eu provei do perdão e me esqueci de relevar
Eu provei do sexo e me esqueci de me entregar
Eu provei do amor e me esqueci do coração
Eu provei da confiança e me esqueci da verdade
Eu provei ser gente grande e me esqueci da responsabilidade
Eu provei da droga e me esqueci de sobreviver
Eu provei do sonho e me esqueci de acordar
Eu provei da vida e me esqueci de ser
Eu provei do perdão e me esqueci de relevar
Eu provei do sexo e me esqueci de me entregar
Eu provei do amor e me esqueci do coração
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Red Lines
Ela exalava o desejo mortífero, inocente, consciênte. Inerente à minha vontade, a linguagem visual me contaminava. Não era necessária a imaginação, pois sua expressão subjetiva transportava minha alma, decodificava todos os fatores estimulantes. Era difícil entrar em seu Universo misterioso, porém fácil absorver a tridimensionalidade que se misturava à realidade.
Tudo o que via era construído pela minha mente?
Tudo o que sentia era manipulado por seus signos?
Sentido fenomenal X relacional!
Cor inexistente, complementar, iludida de objetos impossíveis, familiares e sensuais. Paisagem urbana complementar.
A gradação da luz difundia com seu cheiro singular, impossível de tocal, mas macio de penetrar. Não havia processo químico-físico na luz. Embora quase invisível, se revelava ao poucos...
Tudo o que via era construído pela minha mente?
Tudo o que sentia era manipulado por seus signos?
Sentido fenomenal X relacional!
Cor inexistente, complementar, iludida de objetos impossíveis, familiares e sensuais. Paisagem urbana complementar.
A gradação da luz difundia com seu cheiro singular, impossível de tocal, mas macio de penetrar. Não havia processo químico-físico na luz. Embora quase invisível, se revelava ao poucos...
domingo, 31 de maio de 2009
Underground
Debaixo do chão é onde as coisas acontecem. Quando se pensa que já se viu de tudo e já se fez de tudo, faz-se mais e vê-se demais. Ele é o abrigo dos notívagos e dos vampiros. Vampiros não vivem à luz do sol sempre acabam iluminados pela lua.
Consegui quebrar essa regra durante vinte dias de minhas férias. Vinte dias sendo “normal”, comum, vinte dias enquadrada. Péssimo não foi, ótimo, muito menos.
O sol cega, queima, cansa. Os humanos correm contra o tempo, são presos pelo horário e pela meta. Eles julgam e definem o que é certo e errado, feio e bonito, o que presta ou não.
A falsidade ri, o preconceito sorri e a alma chora. O Estado te controla, a TV te comanda e a liberdade vai embora. A mente fechada te aprisiona.
Já não suportava mais shoppings, compras, presentes, sorrisos falsos, frases prontas, axé, funk e, principalmente, jovens vazios. Dói em pensar que esses jovens que sabem apenas dançar funk, axé e trance são os adultos de amanhã e os exemplos para as crianças. Ainda bem que exceções existem!
Estava encabulada dessa vida. Definitivamente, vampiros precisam de sangue e da mordida que leva ao êxtase e te faz pulsar intensamente. Vampiros precisam de igualdade e liberdade. Nós gostamos de pensar e questionar, amar e escutar. Precisamos de música, poesia, loucuras, emoção e podemos brincar com a morte.
Resolvi reiniciar as minhas férias, ou melhor, começá-las. Busquei abrigo sob o chão. Quem prova dele jamais quer largá-lo. Ele é escuro, quente, bonito, feio e sujo. Lá quase não existe pré conceitos. Todos são iguais e todos são diferentes. É a contra cultura, uma opção de vida.
Antes, porém, de irmos para o subsolo, meus amigos e eu, como de costume, flanamos ruas desertas da noite. Absortos, compartilhamos nossos devaneios no bar e bebemos e rimos muito. Quando já estávamos extasiados, descemos.
O inferninho já estava inebriado, assim como eu. Fechei os olhos e me perdi naquele enlevo. Nada me preocupava, eu apenas acompanhava as músicas e libertava o corpo. Podia passar dias dançando, amando, beijando, enlouquecendo, mas o sol já estava nascendo, então, tive que voltar para o caixão e descansar.
Ao acordar, com o por do sol, me perdi na noite. Nada melhor que um show de Jazz, blues, piano, violino para acordar a lua. Após aquele espetáculo, precisava ficar sozinha para voltar daquele orgasmo.
E assim foram as minhas noites, poesia, leitura, música, sinuca, praça da Savassi até o sol raiar, sexo, amor, rock n roll, álcool, Mary Jane, dama de branco, paz, teatro, shows, espetáculos, viagens mentais e materiais, praia, Cilada, lua, cerveja, sangria, caipirinha, flamejante, homens, mulheres, amigos, esquilos...e a arte sempre no meu caminho.
A arte liberta, ela é ousada, distorcida, diferente. Ela intimida, é atrevida. Quem experimenta dela jamais a largará. Ele e ela formam o casal perfeito. Um não existe sem o outro. Eles são um estilo de vida, o porto seguro de nós vampiros e de todos que precisarem. Não há limite, não há exclusão, ao contrário da sociedade padrão, alimentada pelo ódio, ganância, corrupção, inveja, preconceito. É estranho como uma população limita-se à sua condição. Seu prazer é a destruição alheia. Tanto sofrimento em vão, porque no fim, todos nós terminamos no caixão, embaixo do chão.
Consegui quebrar essa regra durante vinte dias de minhas férias. Vinte dias sendo “normal”, comum, vinte dias enquadrada. Péssimo não foi, ótimo, muito menos.
O sol cega, queima, cansa. Os humanos correm contra o tempo, são presos pelo horário e pela meta. Eles julgam e definem o que é certo e errado, feio e bonito, o que presta ou não.
A falsidade ri, o preconceito sorri e a alma chora. O Estado te controla, a TV te comanda e a liberdade vai embora. A mente fechada te aprisiona.
Já não suportava mais shoppings, compras, presentes, sorrisos falsos, frases prontas, axé, funk e, principalmente, jovens vazios. Dói em pensar que esses jovens que sabem apenas dançar funk, axé e trance são os adultos de amanhã e os exemplos para as crianças. Ainda bem que exceções existem!
Estava encabulada dessa vida. Definitivamente, vampiros precisam de sangue e da mordida que leva ao êxtase e te faz pulsar intensamente. Vampiros precisam de igualdade e liberdade. Nós gostamos de pensar e questionar, amar e escutar. Precisamos de música, poesia, loucuras, emoção e podemos brincar com a morte.
Resolvi reiniciar as minhas férias, ou melhor, começá-las. Busquei abrigo sob o chão. Quem prova dele jamais quer largá-lo. Ele é escuro, quente, bonito, feio e sujo. Lá quase não existe pré conceitos. Todos são iguais e todos são diferentes. É a contra cultura, uma opção de vida.
Antes, porém, de irmos para o subsolo, meus amigos e eu, como de costume, flanamos ruas desertas da noite. Absortos, compartilhamos nossos devaneios no bar e bebemos e rimos muito. Quando já estávamos extasiados, descemos.
O inferninho já estava inebriado, assim como eu. Fechei os olhos e me perdi naquele enlevo. Nada me preocupava, eu apenas acompanhava as músicas e libertava o corpo. Podia passar dias dançando, amando, beijando, enlouquecendo, mas o sol já estava nascendo, então, tive que voltar para o caixão e descansar.
Ao acordar, com o por do sol, me perdi na noite. Nada melhor que um show de Jazz, blues, piano, violino para acordar a lua. Após aquele espetáculo, precisava ficar sozinha para voltar daquele orgasmo.
E assim foram as minhas noites, poesia, leitura, música, sinuca, praça da Savassi até o sol raiar, sexo, amor, rock n roll, álcool, Mary Jane, dama de branco, paz, teatro, shows, espetáculos, viagens mentais e materiais, praia, Cilada, lua, cerveja, sangria, caipirinha, flamejante, homens, mulheres, amigos, esquilos...e a arte sempre no meu caminho.
A arte liberta, ela é ousada, distorcida, diferente. Ela intimida, é atrevida. Quem experimenta dela jamais a largará. Ele e ela formam o casal perfeito. Um não existe sem o outro. Eles são um estilo de vida, o porto seguro de nós vampiros e de todos que precisarem. Não há limite, não há exclusão, ao contrário da sociedade padrão, alimentada pelo ódio, ganância, corrupção, inveja, preconceito. É estranho como uma população limita-se à sua condição. Seu prazer é a destruição alheia. Tanto sofrimento em vão, porque no fim, todos nós terminamos no caixão, embaixo do chão.
domingo, 3 de maio de 2009
Eu nunca
Eu nunca fodi
Eu nunca fumei
Eu nunca bebi
Eu nunca cherei
Eu nunca me fodi
Eu nunca chifrei
Eu nunca fiz xixi na rua
Eu nunca esqueci de pagar a conta do bar
Eu nunca tomei um pé na bunda
Eu nunca fiz um strip-tease
Eu nunca menti
Eu nunca saí escondida
Eu nunca tive um porre daqueles
Eu nunca disse aquilo
Eu nunca fiz aquilo
Eu nunca sacaneei alguém
Eu nunca colei
Eu nunca disse “eu te amo!”
Eu nunca eu nunca disse “obrigado!”
Eu nunca quis
Eu nunca sonhei
Eu nunca errei
Eu nunca me apaixonei
Eu nunca tentei ser
Eu nunca enlouqueci
Eu nunca dormi com o desconhecido
Eu nunca eu nunca me arrependi
Eu nunca chorei
Eu nunca hesitei
Eu nunca tive uma segunda chance
Eu nunca desisti
Eu nunca tive medo
Eu nunca fui feliz
Eu nunca ...
Eu nunca fumei
Eu nunca bebi
Eu nunca cherei
Eu nunca me fodi
Eu nunca chifrei
Eu nunca fiz xixi na rua
Eu nunca esqueci de pagar a conta do bar
Eu nunca tomei um pé na bunda
Eu nunca fiz um strip-tease
Eu nunca menti
Eu nunca saí escondida
Eu nunca tive um porre daqueles
Eu nunca disse aquilo
Eu nunca fiz aquilo
Eu nunca sacaneei alguém
Eu nunca colei
Eu nunca disse “eu te amo!”
Eu nunca eu nunca disse “obrigado!”
Eu nunca quis
Eu nunca sonhei
Eu nunca errei
Eu nunca me apaixonei
Eu nunca tentei ser
Eu nunca enlouqueci
Eu nunca dormi com o desconhecido
Eu nunca eu nunca me arrependi
Eu nunca chorei
Eu nunca hesitei
Eu nunca tive uma segunda chance
Eu nunca desisti
Eu nunca tive medo
Eu nunca fui feliz
Eu nunca ...
domingo, 29 de março de 2009
The Occupation
Cleon Peterson é um pintor contemporâneo de LA, que me fascina, pois representa o desespero e a violência na sociedade atual de uma forma chocante, que atordoa a mente do observador, seja pelos atos brutais, grotescos de seus personagens, seja pela combinação das cores vermelha, ou rosa avermelhado, e preta, que deixam a pintura mais densa e aterrorizante.
Suas pinturas representam o caos no mundo, onde a desordem é a rotina, a brutalidade é crua e não há bem e mal, vencedor ou perdedor. Nelas, os indivíduos tentam colocar o desespero para fora de uma maneira tão primordial, que chega a ser assustador.
A violência foi incorporada em nossa sociedade e já virou algo banal, cotidiano, por isso, muitas vezes, achamos normal a sua prática, seja ela verbal ou física. No entanto, ou infelizmente, só nos quadros de Peterson ela realmente machuca os nossos olhos e chamam atenção.

Suas pinturas representam o caos no mundo, onde a desordem é a rotina, a brutalidade é crua e não há bem e mal, vencedor ou perdedor. Nelas, os indivíduos tentam colocar o desespero para fora de uma maneira tão primordial, que chega a ser assustador.
A violência foi incorporada em nossa sociedade e já virou algo banal, cotidiano, por isso, muitas vezes, achamos normal a sua prática, seja ela verbal ou física. No entanto, ou infelizmente, só nos quadros de Peterson ela realmente machuca os nossos olhos e chamam atenção.

domingo, 22 de março de 2009
Enterro de prostituta perto de Calvino suscita críticas de feministas

Genebra, Suíça, 09 Mar (Lusa) - Uma conhecida prostituta defensora dos direitos e dignidade das trabalhadoras do sexo teve hoje direito a ser enterrada no mesmo cemitério onde repousa o teólogo protestante João Calvino e algumas activistas criticaram a decisão.
Griselidis Real, que morreu em 2005, foi enterrada na presença de 200 pessoas no Cemitério dos Reis, que é reservado aos indivíduos que marcaram profundamente a Suíça ou a história internacional. O escritor argentino Jose Luis Borges e o pioneiro da psicologia infantil Jean Piaget estão entre as personalidades ali enterradas.
O corpo de Griselidis Real, que tinha 76 anos quando morreu, apenas dez anos depois de ter abandonado a prostituição, foi exumado de um outro cemitério em Genebra para a cerimónia que alguns - particularmente mulheres - consideraram ofensiva.
“Se todas as mulheres que têm crianças para criar sozinhas se virassem para a prostituição, a cidade de Genebra seria um bordel”, disse Amelia Christinat, uma feminista e antigo membro do parlamento suíço que se opôs à trasladação.
Jacqueline Berenstein-Wavre, a primeira mulher a chefiar o parlamento de Genebra, também colocou objecções.
“Nenhuma mulher devia congratular-se com esta transferência que mais não é do que a exaltação de uma prostituta e da prostituição em geral pelos seus protectores masculinos”, disse ela ao diário Tribune de Geneve, que salientou haver poucas mulheres enterradas naquele cemitério, menos de um quarto das 350 sepulturas.
A prostituição é legal na Suíça, com “bairros vermelhos” nalgumas cidades. Mas Griselidis Real trabalhou durante anos para melhor as condições das trabalhadoras do sexo.
Ela ajudou a fundar a Aspasie, uma associação que se descreve como promotora da solidariedade com as prostitutas.
A Aspasie disse que ela reuniu uma colecção de artigos de jornais, filmes e outra documentação sobre prostituição durante 30 anos e que os seus quatro filhos doaram esse espólio à associação quando ela morreu.
A Igreja Protestante de Genebra tem-se mostrado reservada nos seus comentários à trasladação, apesar de esta antiga combatente pelos direitos das prostitutas descansar agora perto de uma das figuras centrais da história da cristandade.
A cidade, outrora conhecida como a “Roma protestante” está a celebrar este ano o 500º aniversário do teólogo francês da Reforma protestante com vários eventos.
“O cemitério não é um local sagrado”, disse Roland Benz, moderador da associação de pastores de Genebra, citado pelo Ecumenical News International.
Griselidis Real nasceu em 1929, em Lausanne. Divorciada e mãe de quatro filhos, começou a trabalhar como prostituta na Alemanha, nos anos sessenta, e mudou-se depois para Genebra, liderando a campanha pelos direitos das prostitutas.
Ruth Morgan Thomas, uma destacada activista dos direitos das prostitutas, disse que o enterro foi um importante reconhecimento para as trabalhadoras do sexo “que exigem simplesmente ser tratadas sem discriminação e apreciadas como parte integrante da sociedade”
Até depois de morta, tem alguém para atormentá-la, e pior, uma feminista. Invejosa!!!
sábado, 21 de fevereiro de 2009
Ponto G
Não eram necessárias muitas palavras, um copo cheio bastava, um cigarro, uma bala. A noite acordava e o inusitado esperava. Dessa vez tudo era novo e inesperado. Um passo errado e tudo estava “acabado”, porque fim, não teria.
Um Rock N Roll para animar e uns drinks de veneno para pirar. Não sabia se era o rock ou a bebida aditivada que controlava as minhas alucinações. Dessa vez a loucura não era consciente, dessa vez era um mundo diferente, apesar de ser o mesmo.
Comecei a transitar para planos distintos, virgens, distorcidos e intermitentes. Ao mesmo tempo andava, mas não tinha direção, então acompanhava os demais. Quanto mais perto chegava, mais o cheiro se acentuava, mais intensamente eu respirava.
O tempo passava e voltava. Repetia, voava. E o som da lira pairava sobre o ar. Nunca chegávamos, embora sempre estivéssemos indo. Eternos condenados, eternos viciados. Para sempre mal falados. Para sempre rotulados, estereotipados.
Mas eu só quero usar/viver hoje. Ainda há muito para ser encontrado, alcançado. Eu não quero perder isso, não quero fechar a porta. Eu procuro a chave e não um conto de fadas. Foda-se as regras e a conveniência, por que não pensar na convivência?!? Eu espero/quero mais, visto que nunca há o suficiente, não há o respeito. Keep rocking!!!
Mostre-me mais, o que é capaz. Mova-se, atinja o céu, o chão. Experimente. Contradizia-se. Dance, apenas dance um rótulo vermelho. Ame. Tudo estará bom, então feche os olhos e tente. Permita-se. Desafie-se. Desafie-me. Um jogo e nada mais.
Usar a alma é a melhor essência terapêutica e foi isso o que fiz e não larguei mais.
Naquelas férias entediantes, cheias de proibições plásticas gelatinosas eu tomei a decisão bang bang, beautiful dirtty rich. Aqueles olhares ásperos foram quebrados em pó dilacerado. Cheirado. No more drama, não mais regras. Havia tanto para ser descoberto, tanto para ser vivido. As emocionantes experiências fantásticas, nostálgicas continuam sempre novas e diferentes. Por mais que eu tenha mergulhado na linda sujeira, continuo, ainda, sendo a boneca de porcelana.E talvez nunca deixe de ser. Como é difícil, para não dizer impossível, sincronizar o coração com a mente. Maldita mente programada e controlada que alimenta meu coração entorpecente.
Foi naquele ano que eu alcancei o inconsciente do prazer condenado e experimentei-me elale. Noitadas alcoólicas transadas sinteticamente com loucuras temperadas.
Foi naquele ano que eu comecei a viver com a minha alma.
Um Rock N Roll para animar e uns drinks de veneno para pirar. Não sabia se era o rock ou a bebida aditivada que controlava as minhas alucinações. Dessa vez a loucura não era consciente, dessa vez era um mundo diferente, apesar de ser o mesmo.
Comecei a transitar para planos distintos, virgens, distorcidos e intermitentes. Ao mesmo tempo andava, mas não tinha direção, então acompanhava os demais. Quanto mais perto chegava, mais o cheiro se acentuava, mais intensamente eu respirava.
O tempo passava e voltava. Repetia, voava. E o som da lira pairava sobre o ar. Nunca chegávamos, embora sempre estivéssemos indo. Eternos condenados, eternos viciados. Para sempre mal falados. Para sempre rotulados, estereotipados.
Mas eu só quero usar/viver hoje. Ainda há muito para ser encontrado, alcançado. Eu não quero perder isso, não quero fechar a porta. Eu procuro a chave e não um conto de fadas. Foda-se as regras e a conveniência, por que não pensar na convivência?!? Eu espero/quero mais, visto que nunca há o suficiente, não há o respeito. Keep rocking!!!
Mostre-me mais, o que é capaz. Mova-se, atinja o céu, o chão. Experimente. Contradizia-se. Dance, apenas dance um rótulo vermelho. Ame. Tudo estará bom, então feche os olhos e tente. Permita-se. Desafie-se. Desafie-me. Um jogo e nada mais.
Usar a alma é a melhor essência terapêutica e foi isso o que fiz e não larguei mais.
Naquelas férias entediantes, cheias de proibições plásticas gelatinosas eu tomei a decisão bang bang, beautiful dirtty rich. Aqueles olhares ásperos foram quebrados em pó dilacerado. Cheirado. No more drama, não mais regras. Havia tanto para ser descoberto, tanto para ser vivido. As emocionantes experiências fantásticas, nostálgicas continuam sempre novas e diferentes. Por mais que eu tenha mergulhado na linda sujeira, continuo, ainda, sendo a boneca de porcelana.E talvez nunca deixe de ser. Como é difícil, para não dizer impossível, sincronizar o coração com a mente. Maldita mente programada e controlada que alimenta meu coração entorpecente.
Foi naquele ano que eu alcancei o inconsciente do prazer condenado e experimentei-me elale. Noitadas alcoólicas transadas sinteticamente com loucuras temperadas.
Foi naquele ano que eu comecei a viver com a minha alma.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
HorrorShow
De onde vêem essas pessoas desgraçadas e humilhadas que enfeitam os sinasruaslixos de nossa cidademundo?
Basta uma andada no centro para encontrá-las, espiá-las, ou apenas passar por elas com os olhos fechados, machucados.
Começando pela Praça Sete, RJ, Hippies implorando por uma compra, gays anarco-hippies fumando e conversando, vagabundando, apreciando. Pelo menos estão com os amigos.
Próximo quarteirão, uma sombra. Não!, um bicho guardando suas tralhas em um bueiro, esgoto, em meio a toda aquela gente, que não para, que não acaba e nem repara. Mais adiante, outro bicho, estática em frente ao shopping cidade, com as pernas esclerosadas, deficientes, esperando por migalhas que nunca aparecem.
Mais acima, outro bicho enrolada em seus trapos, tentando sobreviver a cada segundo em nossos lixos, em nosso restos, sem orgulho. Sem condições.
Sem alguém.
O bicho, meu Deus, era um homem.
Os transeuntes, meu deus, tinham alguém.
Basta uma andada no centro para encontrá-las, espiá-las, ou apenas passar por elas com os olhos fechados, machucados.
Começando pela Praça Sete, RJ, Hippies implorando por uma compra, gays anarco-hippies fumando e conversando, vagabundando, apreciando. Pelo menos estão com os amigos.
Próximo quarteirão, uma sombra. Não!, um bicho guardando suas tralhas em um bueiro, esgoto, em meio a toda aquela gente, que não para, que não acaba e nem repara. Mais adiante, outro bicho, estática em frente ao shopping cidade, com as pernas esclerosadas, deficientes, esperando por migalhas que nunca aparecem.
Mais acima, outro bicho enrolada em seus trapos, tentando sobreviver a cada segundo em nossos lixos, em nosso restos, sem orgulho. Sem condições.
Sem alguém.
O bicho, meu Deus, era um homem.
Os transeuntes, meu deus, tinham alguém.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Justo o Porco

Justo o porco? Até entenderia se fosse o leão, o rei da selva, animal selvagem, intimidante, bonito e feroz, mas o porco! Aquele animal gordo, sujo, fedorento, tinha que ser o único a ter o privilégio de ter um orgasmo de 30 minutos!? Trinta malditos minutos, enquanto os meus não passam de míseros segundos! Tudo bem que a intensidade é melhor que o tempo, mas meia hora deve ser extasiante, iria perder além do fôlego, a consciência, completamente!
Os homens seriam descartáveis, mas o sexo se elevaria ao cubo. Talvez nem fosse necessário várias transas por mês, uma só já seria o suficiente para enlevar o humor de todos e, com certeza, a vida da sociedade melhoria. Infelizmente o “se” não existe, no entanto, o Tantra sim, mas...
Deus, realmente, não dá asas à cobra.
sábado, 7 de fevereiro de 2009
Trash Glamour Rock Punk Roll
Há quem o aprecie.
Há quem o admire.
Há quem o viva.
Há quem morra.
Há quem vicie.
Há quem use.
Há rebeldia
Há drogas
Há amor
Há sex
Há.
Maquiagem colorida, pesada, preta, brilhante. Palco de 60 cm, teto caindo aos pedaços e pessoas espremidas, sufocadas. Bem vindo ao show! O inesquecível show de sua vida. Roupas rasgadas, caras furadas e peles marcadas. Salto alto, coturno, argola, alargador. Tudo em um liquidificador que nunca para de girar e incrementar novos ingredientes.
A vida arriscada, taquicardiada, vasodilatada, estrelada, enfumaçada, transada, bêbeda, drogada, libertada e cheia de amor é um glamour, ainda que trash para alguns. É preciso rebeldia e ousadia, questionamentos e caráter para degustá-la.
Seja como for, o Punk Rock n Roll é um glamour.
Há quem o admire.
Há quem o viva.
Há quem morra.
Há quem vicie.
Há quem use.
Há rebeldia
Há drogas
Há amor
Há sex
Há.
Maquiagem colorida, pesada, preta, brilhante. Palco de 60 cm, teto caindo aos pedaços e pessoas espremidas, sufocadas. Bem vindo ao show! O inesquecível show de sua vida. Roupas rasgadas, caras furadas e peles marcadas. Salto alto, coturno, argola, alargador. Tudo em um liquidificador que nunca para de girar e incrementar novos ingredientes.
A vida arriscada, taquicardiada, vasodilatada, estrelada, enfumaçada, transada, bêbeda, drogada, libertada e cheia de amor é um glamour, ainda que trash para alguns. É preciso rebeldia e ousadia, questionamentos e caráter para degustá-la.
Seja como for, o Punk Rock n Roll é um glamour.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Manequim Azul

Naquele shopping eu entrei no motel, onde suas vitrines eram compostas por mulheres de todos os tipos: loira, morena, alta, magra, rechonchuda, gostosa, jovem, adulta, velha. Elas estavam de lingerie e salto alto e dançavam, assistiam TV, conversavam, faziam strip. A decoração era branca.
Eu não queria sexo.
Caminhei em direção à porta aberta, que dava em um quarto de casal, branco, onde a cafetina se encontrava. Loira platinada, perua plastificada. Cabelos crespos, unhas vermelhas pontudas, gorda. No canto inferior direito havia uma prostituta seduzindo uma cliente. Ambas muito bonitas.
Eu queria o prazer, o mais intenso possível.
E aquela cafetina era o meu passaporte. Deitei-me no lado direito da cama e escutei as instruções. Atrás da perua platinada havia um cabideiro, bem simples, antigo e da cor beije, que segurava muitas roupas pretas amontoadas. Sobre elas existia uma placa bem fina, retangular, azul. Era o meu passaporte.
De repente um alarme tocou e a mulher pálida que estava deitada ao meu lado começou a ganhar um tom vivo na pele e os pés ficaram amarelos por um instante. Seus cílios brancos tornaram-se pretos. Ela acordou.
Logo após, a loira plastificada orientou-me sobre a droga. Ela te levará ao paraíso, é uma sensação diferente, poderosa e inesquecível, porém, para que alcance o nirvana, deve manter a calma. Ao colocar esse retângulo mágico, seu cabelo ficará azul e sua cor desaparecerá, assim como seu pulso, embora permaneça “consciente”. Durante uma hora você experimentará o prazer absoluto e quando o efeito passar, sua tonalidade voltará e seus pés ficarão amarelos. Mas lembre-se, é preciso manter a calma. Não deve desesperar, caso contrário...
Achei melhor ingerir meio retângulo, visto que sou muito fraca para drogas e remédios. Pronto, Seja O Que Deus Quiser!
À medida que se dissolvia em minha boca, a cafetina dava-me as últimas orientações. Agora o seu corpo vai relaxar e v ºc ê v a i p e r d e r o s m º vi me n t o s e a F º r ç a.
Tentei abrir o olho e não consegui, nem movimentar os braços. Senti minha cabeça pesando para a direita, entretanto não era possível controlá-la. Meu coração começou a acelerar e eu tentava acordar, mas não conseguia. Lembrei-me da viagem errada que já tive com a cannabis sativa, a agonia não passava, mas foi só esperar que eu voltei. Precisava me acalmar e foi o que fiz.
Minutos depois, comecei a ter as melhores sensações do Universo, não existem palavras para descrevê-las. Sentia-me forte, realizada, no ápice de orgasmos múltiplos, eu podia tudo e fiz tudo. Alcancei lugares inimagináveis, fantásticos. Aquilo era muito melhor que a vida! Só utilizando o retângulo para entendersentir.
O alarme tocou e eu não acordei. Também não morri...
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Até aquele ano eu vivia no escuro, só enxergava o preto e gostava dele, no entanto descobri o vermelho e não o larguei mais. Acostumei a conviver com os dois e acho até estranho como muitas pessoas escolhem apenas um.
O vermelho é a pura sedução e o preto, proteção. O vermelho é mais sensível, subjetivo, sexy ao passo que o preto é mais objetivo, metódico e racional. Eles são os opostos, mas eu gosto. Ora vermelho, ora preto. Depende do momento, das fases da lua, da música, do desejo e da atração...
O vermelho é a pura sedução e o preto, proteção. O vermelho é mais sensível, subjetivo, sexy ao passo que o preto é mais objetivo, metódico e racional. Eles são os opostos, mas eu gosto. Ora vermelho, ora preto. Depende do momento, das fases da lua, da música, do desejo e da atração...
sábado, 31 de janeiro de 2009
You Didin´t want
Express yourself, don't repress yourself
I'm not your bitch don't hang your shit on me [it's human nature]
You didn't want to see life through my eyes
[Express yourself, don't repress yourself]

And I'm not sorry /It's human nature
I'm not your bitch don't hang your shit on me [it's human nature]
You wouldn't let me say the words I longed to say
You didn't want to see life through my eyes
[Express yourself, don't repress yourself]
You tried to shove me back inside your narrow room
[Express yourself, don't repress yourself] 
Oops, I didn't know I couldn't speak my mind[What was I thinking]
[Express yourself, don't repress yourself] 
Oops, I didn't know you couldn't talk about sex
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
Eu vou parar de beber e de fumar
Mas quantas vezes eu falei, eu tentei e fracassei
A vida é assim,
Cheia de conflitos, coisas boas e ruins
Escolhas duradouras, passageiras, derradeiras
Eu vou parar de transar e amar
Mas quantas vezes eu fodi e parti o coração
É a vida cheia de ação, emoção e tesao
Desejos, loucuras e perversão
Acho que o destino está traçado
E o caminho definido, inibido
De intervenção, adição e remoção .
Mas quantas vezes eu falei, eu tentei e fracassei
A vida é assim,
Cheia de conflitos, coisas boas e ruins
Escolhas duradouras, passageiras, derradeiras
Eu vou parar de transar e amar
Mas quantas vezes eu fodi e parti o coração
É a vida cheia de ação, emoção e tesao
Desejos, loucuras e perversão
Acho que o destino está traçado
E o caminho definido, inibido
De intervenção, adição e remoção .
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
A long, long time ago I can still remember how...
É tão bom estar de volta ao trash punk glamour!
Aqueles rótulos me conquistaram e fizeram da minha tarde algo acolhedor. A posse de Obama iniciou o ano novo e a fumaça de menta fazia-me lembrar os velhos tempos: Só gente jovem e saudável e legalizada. Cirrose hepática, tosses, cansaço.
A mesa era coberta de copos, rótulos, cinzas, menta e pecados. Quanta coisa já passou por ela, quantas histórias, brigas, desejos, loucuras, beijos, viagens.
Junto ao crepúsculo, a saída, o inicio, mais rótulos, mais copos, mais pessoas. A música era cantada e cada qual escolhera a sua. “Secret” foi a minha, seguida de gritos em “Like a Virgin”. Pausa. Hora da cachoeira. Depois da primeira vez, não há como parar. Mais menta, mais açucares, mais rótulos. Mais música.
Como sempre, os sugadores saem mais cedo e se esquecem do capitalismo. Não há mais a solidariedade hippie, o bar precisa se sustentar. E quem paga o pato são os retardatários, os bêbados, os que ficam até o final.
Aqueles rótulos me conquistaram e fizeram da minha tarde algo acolhedor. A posse de Obama iniciou o ano novo e a fumaça de menta fazia-me lembrar os velhos tempos: Só gente jovem e saudável e legalizada. Cirrose hepática, tosses, cansaço.
A mesa era coberta de copos, rótulos, cinzas, menta e pecados. Quanta coisa já passou por ela, quantas histórias, brigas, desejos, loucuras, beijos, viagens.
Junto ao crepúsculo, a saída, o inicio, mais rótulos, mais copos, mais pessoas. A música era cantada e cada qual escolhera a sua. “Secret” foi a minha, seguida de gritos em “Like a Virgin”. Pausa. Hora da cachoeira. Depois da primeira vez, não há como parar. Mais menta, mais açucares, mais rótulos. Mais música.
Como sempre, os sugadores saem mais cedo e se esquecem do capitalismo. Não há mais a solidariedade hippie, o bar precisa se sustentar. E quem paga o pato são os retardatários, os bêbados, os que ficam até o final.
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Good Girl Gone Bad
Oh baby, I just want to free the beast inside of me and let the fantasy control my life. Sometimes is hard, that shit of duality. I would like to show my entire masks but it is not possible. I will never fly. There is no last trick. I am never given over to my insanities and my pleasure is my mistakes. It is worried the steps that I take although I need them. I want them. Sins against pureness. Sex against virginity. Drugs against sanity. Beast against Beauty. Evil against Good.
Who fucked separate them?
Who fucked separate them?
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