É tão bom estar de volta ao trash punk glamour!
Aqueles rótulos me conquistaram e fizeram da minha tarde algo acolhedor. A posse de Obama iniciou o ano novo e a fumaça de menta fazia-me lembrar os velhos tempos: Só gente jovem e saudável e legalizada. Cirrose hepática, tosses, cansaço.
A mesa era coberta de copos, rótulos, cinzas, menta e pecados. Quanta coisa já passou por ela, quantas histórias, brigas, desejos, loucuras, beijos, viagens.
Junto ao crepúsculo, a saída, o inicio, mais rótulos, mais copos, mais pessoas. A música era cantada e cada qual escolhera a sua. “Secret” foi a minha, seguida de gritos em “Like a Virgin”. Pausa. Hora da cachoeira. Depois da primeira vez, não há como parar. Mais menta, mais açucares, mais rótulos. Mais música.
Como sempre, os sugadores saem mais cedo e se esquecem do capitalismo. Não há mais a solidariedade hippie, o bar precisa se sustentar. E quem paga o pato são os retardatários, os bêbados, os que ficam até o final.
2 comentários:
hahahahahaha!
é aquela história do custo benefício, né?
...porque nada é perfeito...
=P
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