Não eram necessárias muitas palavras, um copo cheio bastava, um cigarro, uma bala. A noite acordava e o inusitado esperava. Dessa vez tudo era novo e inesperado. Um passo errado e tudo estava “acabado”, porque fim, não teria.
Um Rock N Roll para animar e uns drinks de veneno para pirar. Não sabia se era o rock ou a bebida aditivada que controlava as minhas alucinações. Dessa vez a loucura não era consciente, dessa vez era um mundo diferente, apesar de ser o mesmo.
Comecei a transitar para planos distintos, virgens, distorcidos e intermitentes. Ao mesmo tempo andava, mas não tinha direção, então acompanhava os demais. Quanto mais perto chegava, mais o cheiro se acentuava, mais intensamente eu respirava.
O tempo passava e voltava. Repetia, voava. E o som da lira pairava sobre o ar. Nunca chegávamos, embora sempre estivéssemos indo. Eternos condenados, eternos viciados. Para sempre mal falados. Para sempre rotulados, estereotipados.
Mas eu só quero usar/viver hoje. Ainda há muito para ser encontrado, alcançado. Eu não quero perder isso, não quero fechar a porta. Eu procuro a chave e não um conto de fadas. Foda-se as regras e a conveniência, por que não pensar na convivência?!? Eu espero/quero mais, visto que nunca há o suficiente, não há o respeito. Keep rocking!!!
Mostre-me mais, o que é capaz. Mova-se, atinja o céu, o chão. Experimente. Contradizia-se. Dance, apenas dance um rótulo vermelho. Ame. Tudo estará bom, então feche os olhos e tente. Permita-se. Desafie-se. Desafie-me. Um jogo e nada mais.
Usar a alma é a melhor essência terapêutica e foi isso o que fiz e não larguei mais.
Naquelas férias entediantes, cheias de proibições plásticas gelatinosas eu tomei a decisão bang bang, beautiful dirtty rich. Aqueles olhares ásperos foram quebrados em pó dilacerado. Cheirado. No more drama, não mais regras. Havia tanto para ser descoberto, tanto para ser vivido. As emocionantes experiências fantásticas, nostálgicas continuam sempre novas e diferentes. Por mais que eu tenha mergulhado na linda sujeira, continuo, ainda, sendo a boneca de porcelana.E talvez nunca deixe de ser. Como é difícil, para não dizer impossível, sincronizar o coração com a mente. Maldita mente programada e controlada que alimenta meu coração entorpecente.
Foi naquele ano que eu alcancei o inconsciente do prazer condenado e experimentei-me elale. Noitadas alcoólicas transadas sinteticamente com loucuras temperadas.
Foi naquele ano que eu comecei a viver com a minha alma.
3 comentários:
aiii, e eu ainda tenho a sorte de presenciar quase tudo!!!
Boneca de porcelana?Quem vc?Imagina...!!!Foda,minha bonequinha preferida....rsrsrs!!
"Por mais que eu tenha mergulhado na linda sujeira, continuo, ainda, sendo a boneca de porcelana."
Perfeitamente colocado, inclusive o artigo - A boneca de porcelana; longe de ser uma qualquer, uma comum.
E essa é uma das suas magias ;)
Nunca chegávamos, embora sempre estivéssemos indo.'
e vamos indo, e se não chega a gente volta, e se não tem volta?
Postar um comentário