Ela estava cansada da rotina, estudos-estágio-estudos-bar, dos mesmo botecos de sempre e dos mesmos ambientes. Ela queria uma noite de loucuras, músicas, danças, e queria fazer sem censuras. E conseguiu.
O bar foi o mesmo, mas as pessoas não. Conversas diferentes, novas risadas, novo ritmo. Mais uma rodada, duas, três, vinte reais em cerveja para cada um que estava se perdendo na mesa. Meia noite, hora de partir para a diversão e nada melhor que adocicar o seu estado antes de entrar na boate. Dessa vez não era a Mary in Hell, não era rock n roll, disco e nem pop. Era elétrica. E eletrizada ela ficou.
Hora dos destilados, mas sempre regados de Devassa. As luzes tremiam, tudo tremia, turbulência total! As pessoas começaram a pseudo-multiplicar e as cores estavam cada vez mais vivas. O rosa e o azul abandonavam as gigantes lâmpadas e como uma fita, flutuavam e iluminavam o ambiente.
Ela entrava em sintonia com a música e dançava livremente. Era girava, jogava o cabelo, rodava. A sensibilidade aumentava, as vozes se distorciam e o tempo não existia. Uma tragada foi o suficiente para enlevar e exalar o efeito adocicado. Os ouvidos se fecharam de repente e novamente ela estava em um plano mais diferente que os demais. Ela transava de roupa.
Realidade alterada.
A cada degrau as escadas se contorciam e a cada subida/descida um novo mundo surgia. A consciência já não existia. Agora, estava no estado mental de natureza, primário, sem influências.
Até a Alice apareceu, mas sumiu no buraco.
E ela no sofá preto.
Um comentário:
wonderland?
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