A prostituição já foi uma ocupação respeitada e associada a poderes sagrados. Mas, com o surgimento da sociedade patriarcal, a independência sexual e econômica das mulheres restringiu-se e as meretrizes passaram a ser mal-vistas.
Em cada porta uma história, uma vida esquecida, igonorada, maltratada pela sociedade hipócrita que usa e abusa dela. Pelo corredor vermelho é possível analisar o material e escolher pelo que melhor lhe agrada. Os serviços são variados, bem como os preços. Não importa o local, se é de luxo ou não, elitizado ou fudido. A condenação dessas almas "desgraçadas" é a mesma.
Foram elas as primeiras mulheres independentes. Foram elas as primeiras mulheres a fumar, a ter prazer, a dar prazer!
AS CORTESÃS, nós as temos para o prazer; AS CONCUBINAS, para os cuidados de todos os dias; AS ESPOSAS, para ter uma descendência legítima e uma fiel guardiã do lar. Mesopotâmia e Egito Antigo.
Por quê esse rótulo enegrecido pela sociedade patriarcal perdura até hoje? Tanto prostitutas quanto motoboys, no Brasil, são trabalhadores informais e autônomos, são vistos da mesma maneira pela lesgislação, porém elas são estigmatizadas de maneira bem mais negativas. Quem não se vende na pós-modernidade? Por quê não se pode vender o próprio corpo?
A hipocrisia é Gritan-Irritante!!! Empresários conceituados, pais de família, exemplos de marido, de filho, trabalhadores usufruem do serviço e depois condenam suas "amantes". Em um mundo em que se vende tudo, não seria mais do que normal vender sexo, vender prazer. Prazer este que governa o Universo. Vivemos em uma constante busca pelo prazer, seja ele encontrado na felicidade, no amor, nas drogas que não possuem bula, nos hobbies, no sexo.
Em cada esquina, uma aventura, uma abordagem diferente. Bares, boates e até mesmo em exposições empresariais, seja de inovação, design ou livros.
A cada noite...
Mulheres de atitude, Cidadãs trabalhadoras, Mães, Filhas, Amigas.
Um comentário:
mas há que se admitir uma grande direrença entre vender o corpo por espontânea vontade e por necessidade.
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