quarta-feira, 16 de julho de 2008

Délire Noir

Eu levei minha alma para passear
Em algum lugar em que pudesse flutuar
Era uma noite de luar e
A fumaça era tanta que substituía o ar

O drink de veneno eu bebia
E o céu caia em minha direção
E tudo estava bom
Nem mais o frio eu sentia
Nada mais me aborrecia

O comércio era eterno,
A diversidade era intensa e
As diferenças se combinavam
As culturas se misturavam

Os iguais se casavam e
A champanhe espumava
As balas se dissolviam
E os doces eram absorvidos

Entre riots e punk rocks
Meu pensamento girava
As idéias se encontravam

Um suspiro e eu já não estava
Nevava, mas a neve nunca
Alcançava o chão, que
Virava a parede, que
Virava a porta, que
Virava a cama,
que adormecia
a noite na qual
eu me
p
e
r
d
i
a
.

Um comentário:

Caíque Pinheiro disse...

Bruna Ricaldoni de Albuquerque escreve sobre as noites belo horizontinas. Não a noite vendida, mas a noite real. O que acontece nos bares e boates do úblico alternativo de belo horizonte ganha um aspecto surreal em suas obras, fazendo com que os leitores entendam o que jamais terão coragem de experimentar.